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Já cheirava a Abril…

Por volta de 1973, no Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Lisboa, comecei a aperceber-me da luta e resistência ao fascismo corporativo quando o Dr. Marcelo Curto, advogado do sindicato, me defendeu numa acção contra o “Círculo de Leitores” que me tinha vinculado através de um contrato ilegal de trabalho.
Perguntei-lhe no tribunal: Dr. acha que dá para ganhar isto?
– Ele respondeu: “Vais ver que nem aparecem”…
E assim foi.

24 de Abril de 2020
A poucas horas do arranque do 25 de Abril continuo a reflectir sobre um filme passado ontem na RTP 1 “Operação Outono” que relata o assassínio do general Humberto Delgado em 1965 pela PIDE.
Não é o acto em si perfeitamente normal num regime de carniceiros, é sim, a palhaçada que foi o processo e as sentenças que produziu, ilibando assassinos que se puseram ao fresco e gozaram com o pagode.
Como costuma dizer o meu camarada Américo Duarte: “Enquanto não se julgarem os crimes do fascismo não poderemos viver numa verdadeira democracia“.



Um arquivo precioso sobre as lutas dos trabalhadores

Tivemos a sorte de aceder ao arquivo do companheiro José João, que foi coordenador da Comissão de Trabalhadores da ENI, graças à informação do amigo e sindicalista José Santana Henriques.
Os meus agradecimentos a ambos por me terem deixado digitalizar tão importante espólio que passarei a editar na cronologia.

A ocupação e luta dos trabalhadores da Rádio Renascença
  • Estamos a editar a História possível deste acontecimento que foi marcante no desenvolvimento das lutas nos bairros, nas fábricas e nos campos no período em que o sistema capitalista português levou um abanão mas não caiu.
    Os factos são baseados em relato pessoal por um dos trabalhadores que pertenceu à CT.
    Publicaremos logo que possível.


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