A PIDE antes de se render mata.

25 de Abril 21:00horas

Em plena festaria popular, com a vitória do MFA consumada, Marcelo Caetano já havia abdicado e preparava-se para seguir para a Madeira, de onde, mais tarde, viria a ser deportado, para o Brasil, aonde veio a falecer.

Os elementos da PIDE/DGS, abrem fogo sobre a população indefesa que sitiava a sua sede e era perfeitamente evitável, porquanto a rendição do Governo de Marcelo Caetano estava publicamente consumada, quando das janelas da rua António Maria Cardoso, possuídos da fúria da pólvora, os carrascos da PIDE abrem fogo mortífero sobre a multidão, que cercava a sede, causando cinco mortos e mais de 45 feridos. Um agente da DGS é morto pelas Forças Armadas quando tentava fugir.

Vítor Crespo, único representante da Armada no Posto de Comando, consegue finalmente mobilizar um corpo de fuzileiros navais, sob o comando de Vargas de Matos, cuja acção virá a ser relevante na definitiva rendição da PIDE/DGS. Com eles estará também uma outra força da Armada comandada por Costa Correia.
(fonte: Wikipédia)

Spínola começa a sentir-se “patrão”…

25 de Abril 20:00horas

É finalmente lida nos emissores do RCP, a Proclamação do Movimento das Forças Armadas. Vinte e uma horas após a emissão do primeiro sinal confirmativo das operações o regime caía.
António de Spínola chega ao Quartel da Pontinha. ” Senhores oficiais, devo começar por informá-los que acabo de assumir o poder no Quartel do Carmo. Agora vamos ao trabalho.”
(fonte: Wikipédia)

A capitulação do governo fascista

25 de Abril 18:20horas

É emitido um comunicado do MFA a informar o País da capitulação e entrega de Marcelo Caetano e dos membros do seu ex-governo, refugiados no Quartel do Carmo.
No Largo do Carmo, mas igualmente, por todo o País, nas ruas, nas praças, as pessoas abraçam-se, exultam e cantam vitória.
Apenas 5 minutos decorridos, Salgueiro Maia, dá ordem aos soldados para formarem um cordão em frente da porta de armas do Quartel, por forma a ser possível retirar Marcelo Caetano em segurança.
(fonte: Wikipédia)

Edição do Jornal “República” na manhã do dia 25 de Abril de 1974

O primeiro comunicado do M.F.A.

25 de Abril 04:06horas

Leitura do primeiro comunicado do MFA, pela voz do jornalista Joaquim Furtado, aos microfones do Rádio Clube Português:

Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas.
As Forças Armadas portuguesas apelam para todos os habitantes da cidade de Lisboa no sentido de se recolherem a suas casas, nas quais se devem conservar com a máxima calma. Esperamos sinceramente que a gravidade da hora que vivemos não seja tristemente assinalada por qualquer acidente pessoal, para o que apelamos para o bom senso dos comandos das forças militarizadas, no sentido de serem evitados quaisquer confrontos com as Forças Armadas. Tal confronto, além de desnecessário, só poderia conduzir a sérios prejuízos individuais que enlutariam e criariam divisões entre os portugueses, o que há que evitar a todo o custo. Não obstante a expressa preocupação de não fazer correr a mínima gota de sangue de qualquer português, apelamos para o espírito cívico e profissional da classe médica, esperando a sua acorrência aos hospitais, a fim de prestar a eventual colaboração, que se deseja, sinceramente, desnecessária

Após a leitura do comunicado, foi tocada A Portuguesa, prosseguindo a emissão com a passagem de marchas militares, entre as quais a marcha “A Life on the Ocean Waves” de Henry Russell (1812-1900), que haveria de ser adoptada como hino do MFA.
O governador da Região Militar de Lisboa reúne-se com o corpo do seu Estado-Maior de emergência máxima na residência do respectivo subchefe. (fonte: Wikipédia)